Segurança online para a terceira idade

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O último relatório Webshoppers, publicado pelo E-bit, indicou algo que já vem sendo esperando há algum tempo: a idade média de quem compra online cresceu. Hoje, a média de idade dos nossos e-consumidores é 43 anos. Segundo o estudo, 33% dos consumidores têm mais de 50 anos e 39% entre 35 e 49 anos. Ou seja, em nosso e-commerce já são 72% de consumidores com mais de 35 anos.

Isso vem ao encontro de outras pesquisas que apontam um aumento significativo na presença de pessoas mais velhas online. Só entre 2003 e 2011, segundo o IBGE, houve um aumento de mais de 222,3% das pessoas com mais de 50 anos que passaram a acessar a internet no período.

Esse público está vindo com tudo para o universo online, mas, infelizmente, muitos deles ainda não têm noção de alguns dos perigos que a internet pode trazer e da quantidade de pessoas mal-intencionadas que querem se aproveitar da inocência quanto ao uso da internet desse público para tirar algum tipo de vantagem.

O que fazer? Convencer eles a abandonarem a internet e sofrerem um retrocesso?

Claro que não, por isso listamos algumas dicas básicas para reduzir os riscos da terceira idade na internet.

Cuidado com aplicativos nas redes sociais: o Facebook, assim como outras redes sociais, permite que desenvolvedores externos criem aplicativos para a ferramenta. Isso é muito legal, mas pessoas mal-intencionadas podem usar disso para acessar informações pessoais do usuário como telefone, e-mail ou mesmo CPF. A forma de evitar isso é se atentar à tela de confirmação da inscrição. Nela será preciso confirmar se você aceita liberar determinada informação sobre o usuário, vale sempre confirmar quais dados estão sendo compartilhados com o desenvolvedor.

Não existe iPhone Grátis na internet (ou qualquer outro grande prêmio): uma prática comum no Facebook são posts que dizem sortear algum grande prêmio, geralmente os modelos mais recentes de iPhone, desde que o usuário compartilhe a imagem. Quem não quer um grande prêmio desses, ainda mais sem custos? Pois bem, esses são golpes aplicados para diferentes fins, mas os principais são: aumento de tráfego e curtidas em páginas e o compartilhamento de links maliciosos, que podem infectar o computador ou smartphone do usuário. Por isso, evite “promoções” dessa espécie. Claro que algumas empresas fazem promoções sérias, mas geralmente são as grandes marcas ou portais de notícias. Links contaminados podem estar presentes também em matérias chamativas, por isso verifique o que está compartilhando, afinal, existe chances reais de você compartilhar vírus para outras pessoas.

Comprar online somente em lojas seguras: comprar online é muito legal para quem está começando a usar a internet, afinal a facilidade de comparar, comprar e receber em casa, tudo isso em pouco minutos, é grande. Mas é preciso saber onde comprar e se a loja é segura. Felizmente existem formas de identificar e-commerces com boas práticas de segurança. Uma delas é identificar, no lado esquerdo da barra de navegação – onde se insere o endereço do site – se existe a sigla HTTPS e um cadeado verde. Caso sim, esse site consegue guardar suas informações de forma segura, reduzido as chances deles pararem nas mãos de pessoas mal-intencionadas. Algumas lojas só exibem esse cadeado no carrinho de compra ou no cadastro do cliente, para saber se elas utilizam esse elemento é preciso acessar essas páginas. Geralmente as grandes marcas, como Americanas.com, Submarino e Shoptime fazem uso desse certificado digital.

Verifique se a loja virtual é segura: além da utilização do cadeado na barra de navegação, é preciso identificar se o site faz investimento em segurança. Isso é possível notar pela utilização do selo Site Blindado, que atesta que a loja realiza uma série de testes para identificar brechas que poderiam ser exploradas por pessoas mal-intencionadas. O selo só é exibido quando elas realizam as correções necessárias. Uma forma de ter certeza que a loja utiliza o Selo Site Blindado é por meio do Verifique, que vai apontar se a loja é blindada ou não.

Seguindo essas recomendações, a experiência online de pessoas da terceira idade tem tudo para ser mais segura, reduzindo as chances delas serem vítimas de golpes ou ataques virtuais.

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