Exames médicos na web: quão seguras estão suas informações?

Exames médicos na web quão seguras estão suas informações

Tem se tornado cada vez mais frequente que as clínicas disponibilizem informações sobre exames e diagnósticos eletronicamente, além de permitirem comunicações rápidas, via chat. O meio digital é um grande facilitador porque permite uma transição das informações entre o médico e paciente em alta velocidade, dispensando esperas de agendamento, filas para atendimento e tempo de locomoções. Mas, essa facilidade traz consigo uma questão importante: estas informações do paciente estão seguras?

Há alguns anos o IPC, Information and Privacy Commissioner (ou Comissão de Informação e Privacidade), de Ontário, solicitou que as informações médicas dos pacientes fossem sempre asseguradas, de forma que seu armazenamento, em qualquer aparelho digital, fosse submetido a uma forte criptografia que garantisse maior controle de quem acessasse aquelas informações. Isso porque sites que não fazem investimentos em segurança são mais suscetíveis a ataques por pessoas mal-intencionadas que podem simplesmente invadir, visualizar e até mesmo divulgar informações se assim desejarem.

Hoje em dia, com o crescimento do meio digital para contatos e troca de informações médicas essa atenção torna-se cada vez mais importante porque é uma forma de garantir o cumprimento do sigilo de informações. Este sigilo, aliás, é algo que norteia a profissão médica desde os Juramentos de Hipócrates, cuja primeira versão data do ano de 1771. A segurança digital acaba virando uma preocupação real para preservar essa ética e dificultar interceptações da mensagem.

Minhas informações médicas estão seguras?

Se é importante que informações médicas sejam asseguradas, no meio eletrônico além da confiança no médico é preciso estabelecer um nível de confiança no site da clínica onde ficam os exames e nas comunicações utilizadas pelo médico, como chats, etc.

Para estabelecer um nível de segurança, é imprescindível que qualquer informação médica que seja transitada eletronicamente utilize transmissões seguras, e que tenham elevados níveis de criptografia, especialmente quando são dados mais delicados sobre o paciente. Assim, o médico ou convênio garantem maior cuidado com as informações médicas e também as pessoais, como nome, endereço e telefone do paciente.

Que cuidados a clínica e o paciente deverão manter?

A clínica deve tomar algumas medidas no website onde as informações serão armazenadas: um protocolo de segurança SSL, por exemplo, é algo que irá atuar na criptografia dos dados coletados, colocando uma espécie de cadeado no conteúdo e tornando mais difícil seu acesso por terceiros. Assim, apenas aqueles que tiverem acesso à “chave” – portanto, pessoas designadas pela clínica e paciente – poderão abrir a porta de acesso e consultar as informações.

O SSL também ajuda naqueles casos em que o site da clínica contar também com um chat onde os médicos e atendentes se comunicam diretamente com os pacientes. A criptografia irá atuar sobre os dados comunicados no chat e, com isso, garantirá maior segurança de que tudo o que for dito por aquela via não seja facilmente violado e nem acessado por terceiros.

Já quando as clínicas transitam os dados internamente, em comunicações pelo Microsoft Exchange, elas podem investir no SSL SAM/UCC como uma medida para assegurar o sigilo dos dados, protegendo informações que passarem por ali quer sejam da clínica e seus funcionários ou dos pacientes.

Fora isso, o site da empresa também pode solicitar um scan do servidor, incluindo um pentest, para poder identificar se há algum tipo de vulnerabilidade de segurança que as informações estão submetidas e entender como cada falha poderá ser corrigida.

A Site Blindado pode ajudar muito as clínicas e médicos que desejarem compreender melhor os atuais níveis de segurança de seus sites e chats e queiram corrigir possíveis  problemas. Já se você for o paciente e estiver interessado nos cuidados que a clínica mantém com suas informações, vale se atentar a estes pontos:

  • O site da clínica possui uma url HTTPS e um cadeado verde ao lado dele – isto é sinal que ela possui um protocolo de criptografia SSL que controla o acesso das informações;
  • Entre em contato com sua clínica caso ela utilize meios digitais para troca de informações médicas: pergunte quais são os investimentos que ela faz em segurança, questione se o site passou por um serviço de scan do servidor, incluindo o pentest, para identificar vulnerabilidades. Além disso, se os riscos identificados foram todos corrigidos;
  • Uma forma de identificar se o site da clínica fez análises e correções de vulnerabilidade é observar se ele possui o selo Site Blindado e que exiba data e hora de autenticação. Apenas sites que tenham passado por uma análise de segurança criteriosa têm direito ao uso do selo – que não é uma mera imagem estática, mas sim atualizada diariamente e clicável, onde se exibe uma página com informações vinculadas à empresa e da autenticação;
  • Mesmo que a clínica não troque informações pelo site, vale levantar como são feitas as comunicações internas por ali: eles utilizam ferramentas seguras no ambiente Microsoft Exchange? Há algum SSL SAM/UCC controlando a chave de acesso às informações?
  • Evite trocar informações por e-mail: a OPA, Ontario Psychological Association publicou recentemente, em 2015, algumas advertências sobre o uso do webmail para comunicações que envolvam informações clínicas de pacientes. Como estes e-mails não possuem um firewall interno podem ser menos seguros e mais expostos a violações;  

Todas essas medidas atribuem um nível desejável de segurança nas informações pessoais e médicas transitadas eletronicamente e garantem que a clínica, médico e pacientes possam se beneficiar de todas as vantagens de trocar informações pela web, como agilidade, redução de custos com impressões, facilidade e, claro, com muita segurança!

 

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