Como Facebook e outros sites sabem o anúncio que vão me oferecer?

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Você entra em uma loja virtual, apenas para dar aquela “olhadinha” nos produtos e analisar os preços, algo bem corriqueiro. Depois disso, todos os portais de noticias que visita passam a te oferecer anúncios que exibem os mesmos produtos visitados ou outros da mesma categoria. “Nossa, mas como os sites sabem disso?”

Tem mais, você entra no Facebook e segue a página oficial do seu time do coração, ou sua banda predileta e, quando menos espera, aparecem na sua timeline anúncios de camisas do seu time ou roupas exclusivas daquela mesma banda. “Como isso pode acontecer?”.

Calma, não se assuste, o que acontece é muito simples, as marcas utilizam esses canais para oferecer anúncios personalizados, de acordo com seu perfil de navegação e interações.

Complicado? Relaxa, na sequência desse texto explicamos direitinho como isso ocorre.

Antes de qualquer coisa, isso é legal?

Sim, as empresas tem o direito de lhe oferecer esse tipo de anúncio, afinal, você as autorizou a fazer isso. “Opa, como é que é? Eu não autorizei nada não…”.

Sabe quando você criou sua conta no Facebook, Gmail, Youtube ou outros serviços e teve que aceitar os termos de uso? Pois bem, neles as regras ficam bem claras e você autoriza as empresas a oferecerem anúncios nas suas redes sociais, e-mails e outras plataformas comuns. Já no caso de sites que exibem anúncios baseados em seu histórico de busca, você não os autoriza, mas eles eles já ofereceriam anúncios, o que se busca é personalizar, cada vez, a experiência que você terá com as marcas.

Segmentação de anúncios no Facebook

Com o passar do tempo o Facebook foi aperfeiçoando a experiência do usuário e, com isso, começou a oferecer novas funcionalidades. Hoje é possível, por exemplo, marcar os lugares que você visita, curtir páginas de empresas, participar de grupo que debatem determinados assuntos.

Tudo muito legal, né? Mas esse comportamento online coloca você, usuário, dentro de filtros específicos que podem ser utilizados pelas marcas para oferecer anúncios segmentados. Por exemplo, imagine uma empresa de refrigerantes, que lança uma versão de seu produtos com menos conservante ou açúcares. Ela pode fazer filtros para que o anúncio impacte pessoas que fazem check-in em academias ou que, nos últimos meses, curtiram páginas ou entraram em grupo de debates a respeito de coisas saudáveis.

Todos os seus comportamentos podem se tornar filtros: relacionamentos, amizades, assuntos de interesse, aniversário e todas as informações que são compartilhadas pelas redes sociais.

Os anúncios te perseguem? Essa tática se chama retargeting

Aqueles anúncios, que te perseguem em vários sites e que são baseados no seu histórico de compra ou busca são chamados de retargeting. A lógica é bem simples: os portais ganham dinheiro oferecendo anúncios aos seus leitores (eles se sustentam assim).

De todo modo, você veria anúncios, mas eles seriam mais generalistas e poderiam chegar a um público que não teria nada a ver com o produto ou serviço anunciados, o que iria gerar custo ao anunciante, sem efetivamente trazer algum retorno. Quer um exemplo? Ao acessar um site de receitas, você é impactado com o anúncio de um grande frigorifico, mas tem um importante detalhe, você não come carne. Bem, esse tipo de situação era (ou é) comum com anúncios nos modelos tradicionais, de compra de espaço.

Com o retargeting isso muda, os anúncios respeitam o seu histórico de pesquisa. Como? Por meio do que se chama “cookies”. Eles são muito úteis e os principais responsáveis por salvar suas preferências ao navegar em diferentes sites, além de suas senhas e seu histórico de navegação – o que convenhamos, gera muito tempo para você digitar sempre.

Esses cookies também salvam as informações referentes ao que você acessou em lojas virtuais e, quando você entra em sites tradicionais, esses verificam os cookies e oferecem uma experiência de anúncio mais personalizada. Você pode, e tem o direito, de limpar os cookies e parar de receber esses anúncios se assim desejar.

Agora, todas as vezes que clicar sobre algo, entenda que alguma marca poderá fazer uso dessa informação para lhe oferecer anúncios personalizados. Isso não é ruim se você quiser receber ofertas cada vez mais segmentadas, mas se te incomodar, você sempre poderá limpar os cookies e manter sua privacidade ao navegar.

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