A vovó também aderiu à web. E agora?

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Tem o caso da avó britânica educada que fez uma pesquisa no Google usando “por favor”. Há ainda o caso da vovó brasileira que “imprimiu” o vídeo de uma receita do Youtube. Há aquelas que mandam avisos fofos para os netos nas redes sociais e as hiper-informadas que não saem dos portais de notícia. Mudam-se as avós e uma realidade é a mesma: as vovós partiram mesmo para a web.

Mas, se de um lado elas esbanjam fofura nos seus primeiros passos nessa sociedade informatizada, de outro sobram preocupações com a segurança delas na hora de navegar. Se elas ainda não têm tanta confiança sobre como agir, onde clicar e quais e-mails e sites acessar sem medo, então isso redobra nosso cuidado ao orientá-las a explorar a web para que tomem o mesmo cuidado que nós mesmos costumamos ter.

Minha avó está na internet, como lidar?

Bem, é preciso sim ter cuidado com a segurança dela, mas isso não quer dizer que você deva desencorajá-la a navegar. A internet pode ser uma bela fonte para ela tirar dúvidas, encontrar receitas, colocar a conversa em dia com as amigas, se informar, aprender novas coisas, comprar algo e se entreter. Ela pode se distrair, manter a mente ativa e isso faz muito bem para ela, então vale sim deixar que ela use a web e aproveite os inúmeros benefícios que a rede tem para ela.

O que não vale?

Bem, não vale deixar a avó sem orientação, claro. Se você cresceu junto com a expansão da internet nos lares e escolas certamente teve muito aprendizado sobre sites confiáveis, sinais de segurança, tipos de e-mails e conteúdos suspeitos e que requerem um “pé atrás” da nossa parte. E, da mesma forma que você aprendeu todas essas coisas, vale ensinar esse beabá da internet para seus avós, pais, tios e outros conhecidos que ainda estejam aprendendo a navegar.

Alguns pontos que podem ser reforçados são:

  • Peça que ela tenha cuidado com arquivos enviados por e-mail de origem desconhecida. E mesmo e-mails de quem ela confia, mas que solicitem um download suspeito devem ser evitados. Na dúvida, vale checar com o remetente se a mensagem é dele mesmo;
  • Ao comprar na web, certifique-se que ela só faça compras em sites com certificado SSL, o cadeado verde e HTTPS na barra de navegação. Estes sites possuem uma criptografia que é básica para qualquer loja virtual. As lojas que não têm o SSL transitam as informações do usuário até o site – e vice-versa – de uma forma insegura e são mais fáceis de serem invadidas;
  • Também veja se os sites que ela costuma comprar usam o selo de Site Blindado, pois isso é um sinal de que eles investem na segurança do site. Como? Esse serviço busca por vulnerabilidades no site e indica a melhor forma de corrigí-las. Apenas os sites que fizeram a correção podem usar o selo. Ele deve ser clicável, para uma página que mostre a razão social, autenticação do site e, mesmo antes do clique, ele mostra a data que o usuário acessou o site. Desconfie de imagens estáticas do selo e que não tenham todas estas características. Aqui explicamos como identificar o selo verdadeiro;
  • Garanta que ela não embarque em correntes de e-mail, já que algumas delas podem funcionar como mecanismos que checam a validade de e-mails aleatórios para, futuramente, aplicar o envio de spams;
  • Sugira que ela tenha cuidado em baixar novos arquivos, programas e aplicativos. O ideal é que ela opte por sites confiáveis e que ofereçam apenas o download da aplicação intencionada, sem instaladores que coloquem novos buscadores, instalem outras aplicações e interfiram em pontos que ela não solicitou. Além do viés publicitário de alguns, há programas que podem oferecer riscos ainda maiores como o roubo de informações;
  • Na dúvida, ela pode preferir começar conversas, compras e a navegação em sites conhecidos, que você ou pessoas de confiança a apresentem. Daí, conforme ela for ganhando mais conhecimento sobre o que é ou não seguro, poderá explorar outros sites, fazer novos amigos e se aprofundar mais no uso da web, sem medo. Na próxima quem sabe não é ela que te apresenta um novo site que conheceu ou que fez uma compra?

E aí? Além destas há outras dicas que você sugere que os netos considerem na hora de orientar as avós no uso da internet? Compartilhe aqui!

 

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